OS BICHINHOS...
IMS 1 O ESTADO DA NAÇÃO


Cinematic Orchestra é um grupo que
mistura influencias de jazz, cinema e da
música de dança actual para construir um
som único. Assim era pelo menos no
primeiro disco, que não é este. Este tema é
porém bastante apetecível e pertence à
banda sonora que o grupo construiu para
um filme mudo do pioneiro russo Dziga
Vertov, encomenda, imagine-se do Porto
2001 !

Os Alpha são um colectivo inglês que em
“Come to Heaven” e apelando ao easy
listening fizeram um dos discos dos 90’s.
Ficaram arruinados e um pouco “fried” com
as royalties de Bacharach e Legrand, mas
em “Stargazing”, e com a fasquia mais
discreta, escreveram algumas canções
sublimes. Nesta colectânea há duas.

Uma antiguidade: em 1981 Brian Eno e
David Byrne vão aos fantasmas de um
mundo por descobrir e inventam um disco
não de World music mas de World sound.

Madlib: esta é mais uma pilhagem dum
catálogo jazz, e uma vez mais da Blue Note.
Mas muito interessante: de alguma forma
jazz sobre jazz.

Dani Siciliano é colaboradora de há anos de
Matthew Herbert, mago da sub-house. Este
tema a meias é levado a bom porto por isso
mesmo, pelo trabalho incessante e
subliminar do que se ouve em fundo. Ela
tem ainda direito nesta colectânea a outro
tema.

A melhor música para elevadores inglesa é
actualmente feita pelos Fragile State.
Função: esquecermo-nos que andar
marcámos.

Cibelle é uma brasileira que se tornou
conhecida a cantar para Suba. Este tema é
muito bem ambientado por Apollo 9.

Tema-bandeira dos Nu Spirit Helsinki, grupo
que demonstra que os finlandeses para
além de beber também sabem swingar. E
não está tudo ligado ?

Outra antiguidade: Green Gartside/Scritti
Politti tornou-se conhecido em 81 com esta
suavidade sintetizada, com uma
percentagem mínimal de álcool jamaicano,
ou whatever...


Micatone e Beanfield são dois
agrupamentos alemães que tentam ainda
fazer pop electrónica, after all that was said
and done. Algum soul algum house, algum
jazz...

As ESG foram um grupo feminino americano
que nos 80’s fez música muito dançável,
como então ainda não era costume fazer.
Este é o melhor exemplo.

Este Tumbao de Rubén González, um
elemento do Buena Vista ensemble é o
melhor fecho para...

Enjoy !   Guilherme Gama 2004

Line-up: The Awakening of a Woman
(Burnout); Man with a Movie Camera -
Cinematic Orchestra // Waiting; Stargazing -
Alpha // Regiment My Life in The Bush of
Ghosts - Brian Eno and David Byrne // Funky
Blue Note; Shades of Blue - Madlib //
Collaboration (Ready); Likes… - Dani
Siciliano // Every Day a Story; The Facts and
The Dreams – Fragile State // Waiting;
Cibelle – Cibelle // Seis por Ocho; Nuspirit
Helsinki – Nuspirit Helsinki // The Sweetest
Girl: Songs to Remember – Scritti Politti //
Remember to Forget; Likes… - Dani
Siciliano // Vers Toi; Stargazing – Alpha // I’m
Leaving Anyway; Is you is – Micatone //
someone Like You; Seek – Beanfield // You’
re No Good; A South Bronx Story – ESG //
Tumbao; Introducing… Rubén González –
Rubén González
UM JOSÉ MÁRIO BRANCO QUALQUER...

Gostos não se discutem, diz-se. Julgo não
ser muito inteligente esta frase e, aliás, ter um
tom bem reaccionário. E vem esta última
palavra a talhe de foice (pois...) para falar de
José Mário Branco. Que até nunca pertenceu
ao clube da foice e do martelo.E é uma
questão de gosto falar de uma voz apenas
suficiente, de uma temática recorrente, de
harmonias que se arrastam em hipérbole de
sentimento para chegar não se sabe aonde.
Mas, mas, mas... Exilado em França para
suponho fugir à guerra, devedor da música
francesa portanto, melómano conhecedor do
jazz, das grandes orquestras e da modinha
portuguesa, regenerador do fado avant-la-
lettre e pai da carreira do Camané, JMB é toda
uma utopia. As suas canções são retratos,
reflexões, hinos ou amarguras, consoante o
momento do leme, ou o ano de escrita. As
interrogações mais profundas são
enunciadas, quer a nível pessoal, quer ao
nível de um determinado portugal, em delírio
e depois em ressaca. E nunca por nunca
qualquer canção do JMB é musicalmente
anónima. O refinar progressivo da
experiência, da orquestra, do vestir do ramo.
Este conjunto de canções por mim ordenadas
começam com o encadear de duas músicas
com a emigração ali em boca de cena.
Seguimos por uma reflexão do desconhecido
álbum “Correspondências”, de um suave
desalento. A seguir o diálogo com Herbie
Hancock onde se vai dizendo (Ser  Solidário
1982) que “sopram ventos adversos...”. Um
contentamento descontente de 13’40”. Resta-
nos a música, portanto. E estes quatro temas
dizem algo sobre a largueza do reportório.
Mas há mais.Sobre o resto não falarei, é ouvir
meus senhores, a sátira, a dor, a
preocupação permanente com a morte, a
esperança marginal de um personagem
inteiro e não derrotado, apenas colocado
agora fora de jogo por um determinado tempo.
Notem apenas a última canção: “O terceiro
amigo”. O amigo era o partido, Brecht era
comunista convicto. JMB, solidário embora,
migrou de grupo em grupo, de margem para
margem e hoje está onde sempre esteve,
nele próprio, o que é mais do que muitos, ou
quase todos nós.



UM JOSÉ MÁRIO BRANCO QUALQUER...

01 Abertura (Gare de Austerlitz). \Mudam-Se
Os Tempos Mudam-Se As Vontades, 1971
02 Por Terras De França \Margem De Certa
Maneira, 1972
03 1900 (Carta a Anton Tchekhov)
\Correspondências, 1990
04 Sopram ventos adversos \Ser Solidário,
1982 (inclui Maidem Voyage – H Hancock)
05 Capotes Pretos Capotes Brancos. \Ao vivo
em 1997, 1997
06 Águas paradas não movem moinhos. \A
Mãe, 1978 (teatro musicado, peça de B
Brecht, Teatro da Comuna)
07 Sant’Antoninho. \Margem De Certa
Maneira, 1972
08 Queixa Das Almas Jovens Censuradas.
\Mudam-Se Os Tempos Mudam-Se As
Vontades, 1971
09 Quando Eu For Grande (Carta aos meus
netos). \Correspondências, 1990
10 Cá Vai Caneças. \A Noite, 1985
11 A morte nunca existiu. \Ser Solidário, 1982
12 Fado Penélope. \Ser Solidário, 1982
13 Menina Dos Meus Olhos. \Ao vivo em 1997,
1997
14 Remendos e côdeas. \A Mãe, 1978
15 Nevoeiro. \Mudam-Se Os Tempos Mudam-
Se As Vontades, 1971
16 Treze anos, nove meses. \Ser Solidário,
1982
17 O terceiro amigo \A Mãe, 1978

NOTA: decidiu-se aqui não incluir música do
último disco, de 2004, de nome “Resistir é
Vencer” por não existir o necessário
distanciamento crítico.
Eno/Byrne 1980-1982

Talking Heads “Remain in Light” 1980:  
sendo o 4º disco e o 3º com Brian Eno
na produção, este tour de force
significava também que se tinha atingido
o limite para o caminho encetado anos
antes: (brilhante) música rock alternativa
pós-punk com ressonâncias africanas e
funky, mais as letras e o desconforto do
personagem Byrne e da electrónica Eno.
Nascidos em Baltimore, os Talking
Heads eram a coqueluche visível do
underground novaiorquino, e este disco
foi um apreciável êxito de vendas,
embora sem um single que se
apresentasse, ou coisa parecida. Em
1983 o novo disco dos Talking Heads já
seria sem Eno.

Brian Eno, David Byrne “My Life in the
Bush of Ghosts” 1981: o passo seguinte
a Remain in Light deram-no estes
senhores ao colocar num só disco todas
as experiências possíveis e imagináveis
em 1981. O ambiente não era de
optimismo naqueles dias, pois este
disco também não. E a mistura de
percussões africanas com pregadores
evangelistas com vocalizações árabes
resultou perfeitamente. Um dos discos
da década ?

David Byrne “The Catherine Wheel” 1981:
também em 1981 aparece o primeiro
trabalho a solo de Byrne, o score
musical para uma peça avant-garde da
Broadway. Eno fornece apoio musical
em alguns temas, bem como o seu
colega dos Heads Jerry Harrison. Música
teatral que lança apelo a sons de muitas
partes do mundo, anunciando o que viria
a ser a restante obra a solo de Byrne.

B-52’S  “Mesopotamia” 1982: é o seu 3º
disco e resulta de uma colaboração
nada pacífica em estúdio com David
Byrne como produtor. Ao contrário dos
dois primeiros discos a música é menos
leve, e com menos sentido de humor. É
um bom disco, o tema-título superior,
mas era um casamento não feito no céu.
Os B-52’s, cujo nome deriva do nome
que se dava na gíria aos penteados
aerodinâmicos que as duas vocalistas
usavam em palco, corrigiram depois
parcialmente a trajectória.Verdade seja
dita que eles também não eram bem de
NY mas sim de Athens, Georgia.
Recomenda-se sobretudo os seus dois
primeiros discos. Nesta colectânea
talvez o melhor deste estranho
cruzamento de espécies.

Brian Eno “Ambient 4 On Land” 1982: é o
4º volume de música ambiental de Brian
Eno e dá uma medida do âmbito da
actividade deste músico, se pensarmos
que um ano antes fizera um disco de
música para gerrilha urbana com Byrne,
disco que também aparece nesta
colectânea. É música que se ouve
demasiado baixo para ser New Age, pois
não pretende provar nada. Um disco
anterior, “Music for Airports” pretendia
apenas retirar às pessoas o medo de
voar de avião... Brian Eno nasceu em
1948 em Inglaterra e participou no 1º
disco dos Roxy Music como teclista. A
sua viagem do Glam-Rock até à
experimentação absoluta deu-se de
ambos os lados do Atlântico, cruzando-
se com pessoas como Roger Fripp,
David Bowie, Bill Laswell, John Cale, etc.
Entre 78 e 80 produziu 3 discos dos
Talking Heads, e a sua presença
musical teerá sido importante para o
amadurecer do sr. Byrne, David Byrne.

Tom Tom Club “Tom Tom Club” 1982:
bom, este disco não tem nada a ver com
o duo que dá nome à colectânea mas...
após Remain in Light, Tina Weymouth e
Chris Frantz, a secção rítmica dos
Talking Heads, reuniram-se com uns
amigos nos Compass Point Studios,
Bahamas (mesmo sítio de gravação do
Remain In...) e fizeram este
divertidíssimo disco, quase como um
conselho ao amigo Byrne: “Lighten’up !
We’re in the Bahamas !” O tema Lorelei
porém curiosamente não desmerece o
tom geral desta selecção e mostra a
qualidade deste som, imbuído de um
perfume jamaicano indiscutível. Há
quem diga que hoje é mais actual ouvir
Tom Tom Club que Talking Heads... O
que é que vocês acham ?

Eno – Byrne 1980-1982



01\Brian Eno-David Byrne\My Life in the
Bush of Ghosts\ The Jezebel Spirit
02\Talking Heads\Remain in Light\
Listening Wind
03\The B-52’s\Mesopotamia\
Mesopotamia
04\Brian Eno-David Byrne\My Life in the
Bush of Ghosts\ The Carrier
05\David Byrne\The Catherine Wheel\ His
Wife Refused
06\The B-52’s\Mesopotamia\ Deep Sleep
07\Brian Eno\Ambient 4- On Land\
Shadow
08\Brian Eno-David Byrne\My Life in the
Bush of Ghosts\ Come With Us
09\Talking Heads\Remain in Light\
Houses in Motion
10\Talking Heads\Remain in Light\
Crosseyed and Painless
11\Brian Eno-David Byrne\My Life in the
Bush of Ghosts\ Very, Very Hungry
12\David Byrne\The Catherine Wheel\
Wheezing
13\Talking Heads\Remain in Light\ Seen
and Not Seen
14\David Byrne\The Catherine Wheel\
Eggs in a Briar Patch
15\Brian Eno\Ambient 4- On Land\ A
Clearing
16\David Byrne\The Catherine Wheel\
Two Soldiers
17\The B-52’s\Mesopotamia\ Throw That
Beat in the Garbage Can
NU SOUL: THE BEST OF THE REST.


“NU – SOUL”: o nome foi mais ou menos
criado para o disco inaugural da carreira de
D’Angelo: “Brown Sugar”, de 1995,
produzido por Kedar Massenburg. As
qualidades são óbvias nos temas que aqui
incluimos, bem como as influências: Gaye,
Prince, etc.Dois anos depois a santíssima
trindade estava constitiuida: Maxwell, D’
Angelo e Erykah Badu. O movimento Nu
Soul estava oficializado. De Badu aqui não
vamos falar, já a antologiamos antes: a sua
ligação “jamaicana”, que a individualiza,
bem como a sua superior qualidade.
Maxwell é o exemplo de como este Nu Soul
pode ter paredes meias com coisas
diferentes, e não é um género uniforme.
Maxwell aparece em 1996 com um disco de
celebração... da monogamia e da sua
paixão por, com a ajuda de Stuart
Mathewman, compére de Sade Adu, diva
nigeriana de um soft jazz/white soul de
variável capacidade de comércio. Nu Soul
ok, mas café-au-lait... não deixa O disco
“Maxwell Urban Hang Suite” de ser um caso
sério de infecção musical difícil de resistir,
e não superado por nada do que ele tenha
feito daí em diante.
Meshell apareceu em 1993 na etiqueta
Maverick de lady Madonna com “Plantation
Lullabies”. A preferencia editorial não veio
apagar as notícias sobre alegadas
prefereêcias sexuais atípicas, mas o que
nos interessa é of acto de este primeiro
disco, pré-Nu Soul, ser uma colaboração
com o companheiro musical de Green
Gartside, nos Scritti Pollitti, David Gamson.
Paredes meias portanto, uma vez mais,
entre um White Funk muito bem produzido
e uma compositora e instrumentista que
antes do mais sabia muito bem swingar o
seu baixo... Meshell teve alguns problemas
em perceber o que fazer a seguir, e o
terceiro disco, “Bitter”, de 1999, é um
conjunto de baladas quase sem género,
brilhantes, terminais, como aliás se
comprovou a seguir: não fez mais nada de
notável.
A comunidade hip-hop reagiu a este novo
género englobando-o, e criando uma ideia,
correcta ou não, de que a soul devia buscar
a sua inspiração e som o mais próximo
das raízes possível: gospel, cotton fields,
whatever. O segundo disco de D’Angelo
“Voodoo” (2000) é disso exemplo, está
contaminado de sub-hiphop por todos os
cantos e termina órfão de uma direcção,
embora contenha algumas grandes
canções. D’Angelo não voltou a gravar. As
relações soul-hiphop resultarampor
exemplo bem no famoso single de Janet
Jackson com QTip (A Tribe calle Quest) que
aqui também apresentamos, em versão
Nellee Hooper mix, de 1997.
E as vozes ? Macy Gray ou Kelis não
fizeram história, a primeira julgamos que
está internada em psiquiatria, Kelis rendeu-
se ao hiphop puro e seguro, donde nos sai
por exemplo uma Missy Elliott no seu disco
de 2001 “Under Construction”, bem mais
interessante. Voz ? “Jill Scott, a voice from
Philadelphia, soul town. “Words and Sound,
vol 1” era um produto tão excitante no ano
2000, que assustou toda a gente e a
própria. A voz era divina, mas a música
também. Orquestra incluida. Este ano saiu
o segundo tomo, uns furos abaixo,
esperemos que o susto passe.
Falta-me falar dos NeonPhusion, líderes de
um som que estourou no virar do século,
“The Future Ain’t The Same As It Used To
Be” (1999) e que se pode chamar “Broken
Beat”, pelos ritmos muito irregulares, mas
também se podia chamar “After-Soul”. O
tema que aqui colocamos é a
demonstração que o século XXI ou terá
soul ou não será. E Isaac Hayes ? 1969,
“Hot Buttered Soul”. É a versão single de
uma opereta falada/cantada de 18’ que
redefiniu o Memphis sound da Stax. E a
música não se faz sem a memória do que
foi excelente.

<title>Nu Soul: The Best of The Rest</title>
</head>
<body>
<seq>
<media src="..\D’Angelo\Brown Sugar\01
Brown Sugar.wma" cid="
<media src="..\Janet Jackson\Got’Til It’s
Gone (Mixes)\03 Track 3.wma" tid="
<media src="..\Me'Shell
NdegéOcello\Plantation Lullabies\03 If That’
s Your Boyfriend (He Wasn’t Last Night).
wma" cid="
<media src="..\Maxwell\Maxwell’s Urban
Hang Suite\09 Reunion.wma" cid="
<media src="..\Jill Scott\Who Is Jill Scott-
Words And Sounds Vol. 1\02 Do You
Remember.wma" cid="
<media src="..\Neon Phusion\The Future
Ain’t the Same as It Used 2 B\03. How
Times Fly.wma" tid="
<media src="..\D’Angelo\Voodoo\12
Untitled (How Does It Feel).wma" cid="
<media src="..\Jill Scott\Beautifully Human-
Words and Sounds, Vol. 2\03 Golden.wma"
cid="
<media src="..\Me’Shell
NdegéOcello\Bitter\08 Loyalty.wma" cid="
<media src="..\D’Angelo\Brown Sugar\06
Smooth.wma" cid="
<media src="..\Jill Scott\Who Is Jill Scott-
Words And Sounds Vol. 1\09 The Way.wma"
cid="
<media src="..\Missy Elliott\Under
Construction\07 P---ycat.wma" cid="
<media src="..\Maxwell\Maxwell’s Urban
Hang Suite\04 Ascension (Don’t Ever
Wonder).wma" cid="
<media src="..\D’Angelo\Voodoo\10 Feel
Like Makin’ Love.wma" cid="-
<media src="..\Isaac Hayes\Greatest Hit
Singles\01 By the Time I Get to Phoenix.
wma" cid="
</seq>
</body>
</smil>
ERYKAH BADU: SOUL FROM THE
UNDERGROUND

(IMSUCKS004)


Erykah Badu é o nome da frente do
movimento Nu-Soul e, ao mesmo tempo,
está um passo ao lado. Um cruzamento
entre Billie Holliday e Bob Marley, a sua voz é
uma definição alternativa para a palavra
musical mel. A música é hip-hop with a lot of
soul, os arranjos superlativos na sua
elegância e, ao mesmo tempo,
despojamento.A sua discografia é apenas
de três discos. Tudo começou em 1997 com
“Baduizm”, uma obra produzida por Kedar
Massenburg, o mesmo produtor de D’Angelo
dois anos antes. O choque foi completo,
saudando-se uma idiosincrasia vocal
envolvente aliada a uma música bastante
infecciosa, corporal qb although rather
laidback. Em 2000 tivemos “Mama’s Gun”, e
a demasiada expectativa da crítica fez
encolher um disco que, se não anda para a
frente, mantém a nota alta ao ceder-nos
algumas canções superiores: já havia muito
nu-soul a sair nas rádios, e Badu terá
necessitado de ir um pouco ao mainstream
e modelar em várias direcções a sua
música. 2003 é o ano de “World Wide
Underground”, intitulado de “E.P.”, de forma
a minimizar a expectativa em relação ao
disco. Também E Badu se esconde sob o
manto de um colectivo, Freakquency,
produtor de toda a música. Mas o sabor é
ainda o mesmo, sendo a linha condutora a
mesma voz de sempre, em requebros sem
falha, ora em velocidade de jam, ora
chamando um hip-hop mais directo para a
cena. Nesta cantora a obra prima absoluta
parece eternamente adiada. Enquanto isso,
deliciemo-nos com estes 72 ‘ de pura
doçura e encanto. Nu soul, sister !

<title>Erykah Badu: Soul From The
Underground</title>
</head>
<body>
<seq>
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\12
Sometimes
<media src="..\Erykah Badu\Worldwide
Underground\01 World Keeps Turnin' (Intro)
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\02
Didn&apos;t Cha Know
<media src="..\Erykah Badu\Worldwide
Underground\11 Love Of My Life (An Ode To
Hip Hop)
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\06
Next Lifetime
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\03
My Life
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\07 Afro
[Freestyle Skit]
<media src="..\Erykah Badu\Worldwide
Underground\03 Back In The Day (Puff)
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\09 4
Leaf Clover
<media src="..\Erykah Badu\Worldwide
Underground\05 Woo
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\10 No
Love
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\13
Time's a Wastin
<media src="..\Erykah Badu\Worldwide
Underground\02 Bump It
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\05
Cleva
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\06
Hey Sugah
<media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\09
A.D. 2000
<media src="..\Erykah Badu\Baduizm\14
Rimshot (Outro)
</seq>
</body>
</sm
STEVIE WONDER 72-76

Stevie Wonder é uma referência na
música negra e dentro do universo
Motown, mas para muitos hoje torna-se
difícil objectivar porquê. Compositor,
músico e intérprete do universo Motown
nos anos 60 – criou muitos êxitos que
foram interpretados por outros, no início
dos anos 70 buscou a emancipação e
novas formas musicais, e é dessa busca
que trata este CD. De 72 a 76, em 5
discos cheios de grandes canções,
Stevie Wonder criou por um lado o grosso
do seu songbook, aquele livro de
melodias pelo qual ficará nos anais da
pop e do soul para toda a eternidade. Por
outro lado nestes anos criou um som que
progressivamente se identificou como
único e que rapidamente se tornou
identificavel como seu. Apesar de
Innervisions de 1973 poder ser
considerado a quase-obra-prima deste
período e de toda a discografia de Stevie
Wonder, optámos por fazer uma selecção
dos 5 discos adiante enunciados, já que
constituem um todo coerente com uma
lógica evolutiva que porém a posteriori
infelizmente encalhou em “The Secret Life
of Plants” e que nunca mais se recuperou
por completo, sossobrando de uma
forma praticamente definitiva na famosa
canção do telefone “I Just Called to Say...”
Discos:  Music of My Mind         1972
  Talking Book                   1972
   Innervisions                   1973
Fulfillingness’ First Finale   1974
Songs In The Key Of Life     1976


Stevie 72-76</title>
</head>
<body>
<seq>
Stevie Wonder\Music of My Mind\01 Love
Having You Around
Stevie Wonder\Innervisions\08 Don’t You
Worry  Bout A Thing
Stevie Wonder\Fulfillingness First
Finale\01 Smile Please
Stevie Wonder\Songs In The Key Of Life
\02 Joy Inside My Tears
Stevie Wonder\Fulfillingness First
Finale\07 It Ain’t No Use
Stevie Wonder\Innervisions\04 Golden
Lady
Stevie Wonder\Innervisions\07 All In Love
Is Fair
Stevie Wonder\Fulfillingness First
Finale\04 Boogie On Reggae Woman
Stevie Wonder\Innervisions\05 Higher
Ground
Stevie Wonder\Innervisions\03 Living For
The City
Stevie Wonder\Music of My Mind\02
Superwoman (Where Were You When I
Needed You
Stevie Wonder\Fulfillingness First
Finale\08 They Won’t Go When I Go
Stevie Wonder\Songs In The Key Of Life
\06 As - Herbie Hancock
Stevie Wonder\Talking Book\10 I Believe
(When I Fall in Love It Will Be Forever
</body>
</smil>
JUST AN OLD TAPE, VOL. 1

Havia cassettes assim, ouvias, ouvias.
Esta tinha anos e anos. Reciclada agora
para CD, ei-la.


Xana: a melhor vocalista dos 25 anos do
rock em português. Fez dois discos a solo
enquanto os Rádio Macau hibernavam.
Mais que uma intérprete, pois esta canção
é de autoria sua.

Robert Wyatt: baterista dos Soft Parade,
anos 60. A história é conhecida, caiu de
uma janela, ficou numa cadeira de rodas:
da sua estadia hospitalar resultou em 74,
produção de Nick Mason (Pink Floyd, outro
baterista) um manifesto art rock (so they
say) Rock Bottom, e aqui está um tema
dele.

Em 1993 os Velvet Underground deram
uns poucos de espectáculos ao vivo. Esta
canção tem a particularidade de (além da
duração) ser cantada não por Lou Reed
mas sim por John Cale. Atenção à letra.

Esta é conhecida: o tema que tornou os
Fun Loving Criminals conhecidos: encara-
se sempre melhor o trânsito ao ouvir isto.
Co-autoria de Tarantino, suponho que por
ser banda-sonora de.

Photek: serious drum & bass, colectânea
Metalheadz.

David Sylvian antes do consenso, muito
ambiental, num duploLP agora um CD
chamado Gone toEarth.

Mathilde Santing é “a mais conhecida das
lésbicas holandesas” e muito mais do que
isso, uma divina voz, aqui a servir um tema
feito a meias com Dennis Ducchart no 2º
disco da menina, e 1º de originais, anos
80.

Trip hop pelo mestre, George Evelyn, a.k.a.
E.A.S.E., ou Nightmares on Wax.
Inexplicável.

Silent Poets, em Firm Roots, 1996: são
japoneses, e são ainda mais estranhos do
que isso. Music for thought.

Barbara Gogan, cantou num disco nos
anos 80 com um grupo The Passions, que
chegaram a vir a Portugal. Brilhante o
disco, este um tema de.

Fila Brazillia nos inícios, o epítome da
elegância início dos 90’s.

Nick Cave e uma das suas orações.

O tema-título do melhor disco dos anos
90... saído em 1989: Massive Attack.

Momus em versão electrónica, uma balada
futurista.



<title>IMS’s Old Tape 1</title>
</head>
<body>
<seq>
Xana\Manual de Sobrevivência\10 líquidos
sinais.
Robert Wyatt\Rock Bottom\02 A Last Straw
The Velvet Underground\Live Mcmxciii \06
The Gift.
Fun Lovin’ Criminals\Come Find Yourself
\04 Scooby Snacks
Metalheadz (Photek)\Platinum Breakz Disc
1\06 Consciousness
David Sylvian\Gone to Earth\08 The Healing
Place
Mathilde Santing\Water Under the
Bridge\03 Turn Your Heart
Nightmares on Wax\Smoker’s Delight\10
Bless My Soul
Silent Poets\Firm Roots\11 Traveling Down
The Passions\Thirty Thousand Feet Over
China\10 Skin Deep
Fila Brazillia\Maim That Tune\03 Leggy
Nick Cave & the Bad Seeds\The Boatman’s
Call\04 Brompton Oratory
Massive Attack\Blue Lines\03 Blue Lines
Momus\Timelord\01 Platinum
</seq>
A PORTUGUESA Vol.1

Tema Alborada, recolhido nos anos
setenta em terras de miranda, publicado
em CD numa colectânea francesa sobre
música mirandesa. Delicioso.

Esta interpretação por Helena Vieira do
Tu Gitana está no último álbum do Zeca
Afonso, Galinhas do Mato, e é uma
adaptação dum tema tradicional
alentejano.

Gambler é o tema de abertura de Precyz,
disco conjunto de Cyz, uma voz, e de João
Roquette “Preto”, editado em 2001 pela
Nylon.

Aqui Há Latas é um tema que se explica
ouvindo-o. Vi-o ao vivo nos jardins do
palácio de cristal há uns anos. Do disco
Diálogos de Bateria dos Tim Tim por Tim
Tum, de 1997.

Morgadinha dos Canibais abre o glorioso
disco declaração de guerra da Banda do
Casaco, Coisas do Arco da Velha,
publicado pouco antes do 25 de Abril.
Superior. Que a eventual familiaridade
com o tema não vos esconda a
complexidade do trabalho de estúdio e da
construção da canção, não esquecendo a
letra...

Subida aos Céus foi uma das canções
que mais provocou o espanto na audição
do 1º disco das Três Tristes Tigres,
Partes Sensíveis, em 1993. Atenção pede-
se ao poema, de Regina Guimarães. E
ao cão.

Fim é a contribuição de Type (Zé Nando
Pimenta) para a 2ª colectânea da Nylon,
de 2001.

Somewhere South of Gibraltar é o tema-
de-guerra dum duo luso-grego de seu
nome Ithaka: Darin Pappas e Pedro
Passos, que iluminou Lisboa por uns
tempos em meados dos 90. O grego
emigrou, o outro ainda cá anda.

Estrada é o meu tema favorito da estreia
do Pedro Abrunhosa, Viagens, 1994.
Poema também de Regina Guimarães.

Mirrors é um dos temas mais cool dos Lx-
90, grupo episódico que há 15 anos
reunia dois ex-Heróis do Mar e mais
gente à nova música europeia,
Manchester e não só.

Pedro Passos colabora nestes Azoia –
Discurso Directo, num som muito
Jazzanova para a colectânea Nylon 2, já
citada.

Erro de Cálculo é Mler Ife Dada, de Nuno
Rebelo e Anabela Duarte em trip absoluta
no seu 2º disco, Espírito Invisível, de 1998.


Beatriz é uma canção brasileira (Edu
Lobo/Chico Buarque) que se tornou um
clássico do reportório da Maria João.
Tenho ideia de ter mais do que uma
versão na sua discografia, esta está no
disco Fábula de 1996

Mário Viegas a ler Jorge de Sena. Não
sendo um adepto incondicional do estilo
de declamação de Mário Viegas, nem os
melhores declamadores são
obrigatoriamente actores, este bocado é
superior, até quanto mais não fosse –
pelo poema.

É um RuiVeloso vintage do Fora de Moda,
1982. Este disco teve a curiosidade do
António Pinho Vargas nas teclas, o que
neste tema nem importa muito.

Have Fun !

A Portuguesa, Vol 1</title>
</head>
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<seq>
Mirandum, Mirandela\ 01 Alborada.
José Afonso\Galinhas do Mato\ 02 Tu
Gitana
Precyz\Precyz\01 Gambler
Tim tim por tim tum\Diálogos de
bateria\02 aqui há latas
Banda do casaco\Coisas do Arco da
Velha\01 Morgadinha dos canibais
Três Tristes Tigres\Partes sensíveis\10
Subida aos céus
Type\Nylon Presents- Showcase, Vol.
2\06 Fim
Ithaka\Flowers and the colour of paint\07
Somewhere South of Gibraltar
Pedro Abrunhosa &
Bandemonio\Viagens\06 Estrada
LX-90\Uma Revolucao por Minuto\04
Mirrors (Eu Espelho Luz Branca
Azoia\Nylon Presents- Showcase, Vol.
2\09 Discurso Directo
Mler Ife Dada\Espírito Invisível\04 Erro de
Cálculo
Maria João\Fábula\12 Beatriz
Mário Viegas\No Centenário de Almada
Negreiros\05 Carta Aos Meus Filhos
Sobre Os Fusilamentos De Goya
Rui Veloso\Fora De Moda\05 Ó Clotilde
</seq>
CAMILLA P. B. (Prince explicit sounds tour)

Portanto, ora vamos lá pensar numa banda-
sonora para os encontros entre o Carlos e a
Camilla... tendo em conta que a nossa
interpretação para o sucesso deste já longo
love affair passa por uma atracção sexual
irresistível – e a piada do “Tampax” só vem
confirmar as nossas suposições – a música
de fundo só pode ser Pirnce, ou se não é
devia ser.... Sobre Prince Roger Nelson e o
sexo, deixemos os temas falar por si: um
metro e sessenta e cinco e corpinho muito
irrequieto, que mais queriam ?

Camilla P.B. (Prince explicit sounds tour)
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<seq>
   <media src="..\Prince\Sign ' o' the Times
Disc 1\08 Hot Thing.wma"
   <media src="..\Prince & the
Revolution\Parade\02 New Position.wma"
   <media src="..\Prince\1999\09 Lady Cab
Driver.wma"
   <media src="..\Prince & the New Power
Generation\Diamonds and Pearls\07 Gett Off.
wma"
   <media src="..\Prince\Gold Experience\04
Shhh.wma" .                        <media src="..
\Prince\Controversy\03 Do Me, Baby.wma"
   <media src="..\Prince & the New Power
Generation\Diamonds and Pearls\12
Insatiable.wma"
   <media src="..\Prince & the New Power
Generation\Diamonds and Pearls\11 Push.
wma"
   <media src="..\Prince & the
Revolution\Parade\05 Girls &amp; Boys.wma"

   <media src="..\Prince\1999\11
International Lover.wma"
   <media src="..\Prince\Sign' o' the Times
Disc 1\05 It.wma"
   <media src="..\Prince\The Black Album\04
When 2 R in Love.wma"
   <media src="..\Prince\Controversy\08 Jack
U Off.wma"
FRENCH TOUCH


O “French Touch” não existe. Ou já
não existe. Ou nunca existiu. Ou será
uma inerência ao país, à superioridade
da forma sobre o conteúdo. É música
de origem francesa, sobre a qual se
poderá eventualmente dançar, de uma
maneira elegante, cool. Senão
vejamos: o primeiro tema é do disco-
farol dos “Air”, uma espécie de slow-
Pink Floyd capaz de tornar indetectável
qualquer virémia. A seguir tema-
mistério de Alex Gopher, nublado,
hesitante. E depois duas carcaças do
pannier Super Discount, primeiro a
ondulação trompete da Chatte Rouge,
depois um pre-massacre de Ettiene de
Crecy. Evoluimos para o centro da
pista com Motorbass (onde de Crecy é
50 por cent). Continuamos refinados e
cool com Readymade, da editora F.
Claro que cool é o middle name de St.
Germain, no seu 2º album... para a
Blue Note. A bit out of my league mas
giro é o tema do Kid Loco para a sua
mesa de DJ Kicks. Os Dax Riders
refazem uma canção S Gainsbourg à
maneira para o CD I Love Serge. Os
Troublemakers terão feito um dos
melhores discos de 2004. Aqui estão
em 2003 na colectânea Cinemix. E... oh
surpresa, oh traição, Madonna, vestida
por Mirwais, o produtor francês do
momento, então. Tentamos acabar com
o single dos singles de Llorca (outro
produto F), e valseamos our way out
com Dimitri From Paris, disco de 2004.
Punk is not dead, least to say...

PS: obrigadinha ó Sérgio (Silva) !!


\Air\Moon Safari\09 New Star in the Sky
(Chanson Pour Solal).
Alex Gopher\You, My Baby &amp; I Disc
1\04 Ralph and Kathy.
Etienne de Crecy Presents Super
Discount\Super Discount- The
Album\05 Affaires a Faire
Etienne de Crecy Presents Super
Discount\Super Discount- The
Album\02 Prix Choc.
\Motorbass\Pansoul\02 Ezio..
\Readymade\Bold\03 Bold.Saint
Germain\Tourist\08 La Goutte d&apos;
Or.
Kid Loco\DJ Kicks\18 Flyin&apos; on
747
Various Artists\I Love Serge- Electronic
Againsbourg\05 No Comment
Various Artists\Cinemix [UK]\03 L&apos;
Homme Orchestre - Trouble Makers..
\Madonna\Music\09 Paradise (Not for
Me)
Llorca\THE END ep\01 The end (hepop
original).
Dimitri From Paris\Cruising Attitude\08
Syracuse.
A PORTUGUESA 2

Bom, começamos com o “Movimento
Perpétuo” do génio Paredes. Ouçam
vezes sem conta esta guitarra, esta
respiração.

E esta ideia de uma música
portuguesa passou também pelos
primeiros Heróis do Mar. Este tema
abre o 2º disco, “Mãe”, um semi-
falhanço após o Máxi “Amor” mas com
pormenores ( eque seria de nós sem o
detalhe) deliciosos, a entrada, o voz
feminina do Rui Pregal da Cunha, o
refrão em espiral...

Depois a canção-bandeira do
penúltimo dos Rádio Macau. E é uma
canção pop perfeita. E vende-se a
imagem dos Macau de sempre,
nihilista, nocturna, descendente. E a
superior voz da Xana.

Os Poetas são um projecto da área
Madredeus com mentor principal no
Rodrigo Leão. Esquecendo os
poemas, este instrumental é todo um
mundo de magia.

O primeiro Madredeus tinha esta
simples musiquinha que só ganhava
com a ausência da Teresa Salgueiro.
Aliás a vocalista, pela sua excelência
foi o maior problema dos Madredeus,
ao dar-lhes o sucesso por caminhos
mais fáceis.

Este 1-Uik Project, projecto de 2004
soa muito bem e muito bem
desenhado. Excelente instrumental,
sem qualquer toxicodependência
anexa ao ambient house externo.

Os Cool Hipnoise nunca decidiram
muito bem o que fazer consigo
próprios, parece-me. Aqui são os
crooners reggae/lounge de uma
canção para Sónia Tavares, depois
mais conhecida pelos Gift.

Projecto de 2004 de Famalicão, acho.
Brincam um pouco à música séria, e
deslumbram-se também um pouco
com a técnica, mas estes “Submarine”
poderão fazer um óptimo 2º disco.
Entretanto, o 1º não está mau...

Os Belle Chase Hotel são de Coimbra,
brincam mais do que fazem boa
música, parece que dão bons
espectáculos ao vivo. Aqui fazem uma
versão estimável dos “Verdes Anos”
do mestre Paredes.

O agrupamento “Vozes do Sul” tem
como base a família Salomé,
sobretudo Janita. Este tema alentejano
tem um jogo vocal brilhante emais não
é para dizer.

Da família Salomé o mais conhecido
elemento é o nosso amigo Vitorino. Em
disco feito com Pedro Caldeira Cabral
(“Romances”) pegou em temas
tradicionais e levou-os muito limpinhos
ao altar da excelência.

O último disco dos defuntos Sétima
Legião, de Rodrigo Leão e Ricardo
Camacho, foi trucidado por demasiada
World Music e originalidade nenhuma.
E aí eles morreram. Mas esta canção
bem vale uma missa...

Os agora supervendas Da Weasel
fizeram o 1º disco (esquecendo um
EP) com uma qualidade de produção
superior e muita força na rima e no
seco groove. O melhor disco de hip
hop português, so far.

Num EP os GNR começaram a crescer
após Independança em direcção à
história, por exemplo com este tema. É
que a importância dos GNR na história
musical portuguesa dos últimos 25
anos só se explica ouvindo...
Sintéticos mas não simples, directos e
afectados e irresistíveis. Geniais.

E chegámos ao Techno. Chegámos à
editora Kaos. Tema da 2ª compilação,
símbolo de uma época. Vamos dançar
?

So Get Up foi o tema de lançamento
dos Underground Sound Of Lisbon
(até mais lá for a que aqui) e de toda a
techno portuga. Eis uma remistura
com todos os truques...

Os Gaiteiros, como bons lisboetas que
são, são bem preguiçosos. Só dois
discos de originais, muita fama, etc. Ao
vivo fantásticos, diz-se. Esta chulinha
cumpre bem.

Kubik é (possivelmente) um gajo
estranho. Esta música é... uma private
joke.

E terminamos com o piano do Sérgio
Godinho a falar das Horas
Extraordinárias. Bons tempos, e boas
as horas se extraordinárias forem para
bom uso.

UNDERWOOD: Loud Music and a
Whisper (Underworld Music)


Underworld foram o trio de música para
dançar mais importante dos anos
noventa. Com 3 discos,
“Dubnobasswithmyheadman” (1993),
“Second Toughest of the Infants” (1996) e
“Beaucoup Fish” (1998), Emerson, Smith
e Hyde inventaram o techno para
intelectuais, to put it simple. O som que
os primeiros dois discos criaram
consistia em lençois de batidas perfeitas
a balouçar por entre temas quase-pop e
melopeias vocais quase-ininteligíveis, e
mais algum house, dub, drum&bass, etc.
Cada canção um filme, a durar de 3 a 16’.
But catchy tunes, too. Como o single
“Born Slippy” do filme “Trainspotting” (não
está aqui). Primos ? Os melhores
Prodigy, os Renegade Soundwave, por
ex. O 3º disco, já em queda, é mais
duramente techno/trance, e trouxemos
aqui os exemplos mais extremos, até
para espevitar a selecção. E depois
Emerson saiu. O grupo continuou, mas já
não interessa. Reparem por exemplo no
primeiro tema, o single do “Beaucoup
Fish”. Crystal clear. Só que depois vem
“Pearls Girl”, do 2º disco, que é Prodigy
mas melhor, menos killer: 9’  E depois
“Dirty Epic”, do “Dubnobass...”, que é uma
mistura de Massive Attack, restos de New
Order e de anfetaminas do dia anterior
blended like heaven: 9’ E voltamos à
simetria demoníaca de “Moaner”/”
Beaucoup Fish”. Und so weiter. Música
superiormente pensada, e eficaz. Sem
uma grama de som a mais. Que dura
exactamente o tempo para que. E que se
tornava superlativa ao vivo, dizem.

Underworld\Beaucoup Fish [UK]\02 Push
Upstairs.wma"
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Toughest in the Infants\05 Pearls Girl.
wma"
<media src="..
\Underworld\Dubnobasswithmyheadman\
06 Dirty Epic.wma"
<media src="..\Underworld\Beaucoup
Fish [UK]\11 Moaner.wma"
<media src="..\Underworld\Second
Toughest in the Infants\01 Juanita-
Kiteless-To Dream of Love.wma"
<media src="..
\Underworld\Dubnobasswithmyheadman\
07 Cowgirl.wma"
<media src="..
\Underworld\Dubnobasswithmyheadman\
02 MMM Skyscraper I Love You.wma"
<media src="..\Underworld\Beaucoup
Fish [UK]\08 Push Downstairs.wma
2004: B & G (Buys and Gifts)


E lá foi 2004. Momento de impasse na
música de dança que não no rock,
dizem, mas para isso melhor falar com
o sr.blas, vulgo Hector. Por aqui, com
a ajuda da escrita músical que se vai
escolhendo como referência (por ex. o
Ricardo Saló, embora sem entender
pevas do grosso do texto), cá fica o
que se comprou, e também algumas
boas escolhas de algumas prendas (e
obrigado). Passo a explicar algumas
inclusões: Caetano ? Só velho depois
de morto. A versão de "Come as you
are” é uma autópsia. Humanos ? O
António Variações fazia melhores
canções a dormir do que os Clã
acordados. Kalaf&Type ? A melhor
cena lisboeta a ironizar sobre esta
moda do novo fado... Domenico+2 ?
Um dos dois é Moreno Veloso.
Playgroup ? ´pos electroclash a citar o
melhor dos anos 80. Como os !!!, que
também vão mamar à mesma teta dos
80. Troblemakers ? Rare Moods ?
Jazz  e soul desviantes, feitos em
França. Saborosamente clássica pelo
contrário Alice Russell, do entourage
de Quantic. Wagon Christ brinca e
ainda bem já que a dança acabou pela
demasiada seriedade. Do melhor que
resta dela, a deslizar para o ambient,
Sonoluce, Hird e Invidea. Lisa
Bassenge é uma alemã que vocaliza
nos Micatone e “rejazz” um tema dos
Air, já que até os alemães já se
esqueceram de ser originais. E
terminamos em Belgais, ao lado de
Maria João Pires, com a “Felicidade
Perfeita”...embora dela não sejam as
mãos ao piano. Tinhamos começado
com Cinematic Orchestra, a patch of
heave

Various Artists\Gilles Peterson
Worldwide Exclusives (Cinematic
Orchestra)\01 Wheel Within a Wheel.\
Humanos\Humanos\05 A culpa é a
vontade.
.\Doménico+2\Sincerely Hot\08 Felizes
Ficaremos Na Estrada.
Caetano Veloso\A Foreign Sound\12
Come As You Are
.\Troublemakers\Express Way [UK]\12
If You Arrest Me
.\Kalaf+Type\A Fuga\05 fado superstar.

.\Playgroup\Reproduction Disc 1\03
Wordy Rappinghood [Playgroup Remix]
[Mix].
\!!!\Louden Up Now\02 Pardon My
Freedom.
Wagon Christ\Sorry I Make You
Lush\01 Saddic Gladdic.
Various Artists\The Indiana Cafe\03
Invidea.
Rare Moods\Peace in da
Neighborhood\03 Peace In Da
Neighborhood
\Hird\Moving On\05 Love Again..
\Sonoluce\Sonoluce\03 Let Loose
Alice Russell\Under The Munka Moon
[UK]\01 Hurry On Now - Russell, Alice
& Juke.
Various Artists\[re-jazz] point of view
(Lisa Bassenge)\04 All I Need -
Original by Air.
Maria João Pires, Caio Pagano, Coro
Infantis de Belgais, F. Pedro Oliveira,
André Morgado\Sons de Belgais\08
Cenas Infantis- Felicidade Perfeita.
June

Bom, “June” é uma escolha mexidita
de coisas de que eu gosto.
A saber: tudo começa com o hiphop-
jazz “de divulgação” dos US3 a brincar
sobre um tema bandeira de Herbie
Hancock. Depois uma Adriana
Calcanhoto e numa canção que eu
acho perturbadora, e onde a
melancolia e monosom da voz da
mesma resulta bem... e não mal. Uma
remistura New York-chic de uma
canção de Arto Lindsay é o que se
segue. Descemos dos 90 aos 80 com
um tema dos alemães Propaganda,
menina bonita da casa ZTT. A seguir
90 outra vez com um bom naco de
drum&bass étnico, com os Ozmani
Soundz. Descemos ao ácido do início
dos 90 com os Beloved. Mas curva-
gancho a esquerda e cortamos para
2004 com os NSM a fazer um quase
soul clássico, e depois de 2004 tb os
Readymade FC franceses a lembrar o
lounge. Sem novidades, mas
agradável. Down to the seventies com
o clássico single êxito dos Devo. 180
graus para conhecer um brasileiro
fogoso que dá pelo nome de... Lenine,
e aceleramos para 2’ de distorção
Beck do velho Mellow Gold. 180 graus
novamente, e Brian Wilson a cantar
um tema dos anos 60 para produção
de Don Was, aí há uns 15 anos. Pop é
três letras que significam a canção
perfeita. Em Portugal os Heróis foram
dos que mais perto estiveram, vidé
esta Noiva do album Macau. Bom, e
vamos “aterrar” com um chill out de há
quase 30 anos dos Chic, e no fim o
Cantaloup Island original, de 1964, por
H Hancock. Enjoy !

\Us3\Hand on the Torch\01 Cantaloop
(Flip Fantasia).wma"
          <Adriana
Calcanhoto\Maritimo\01 Parangole
Pamplona.wma"
.\Arto Lindsay\Hyper Civilizado
(Remixes)\03 Q Samba [Sub Dub Mix].
wma"
Propaganda\A Secret Wish [Island
2496]\01 Dream Within a Dream.wma"
Ozmani Sounds\Soundz of the Asian
Underground\10 Spiritual Masterkey.
wma"
The Beloved\Blissed Out\02 Hello
[Honky Tonk].wma
New Sector Movements\Turn It Up [UK]
\01 Don't Say It.wma
Readymade F.CC.\Cinemix [UK]\02
Sans Mobile Apparent (Bright Star
remix) - Readymade FC.wma
Devo\Q- Are We Not Men- A- We Are
Devo!\02 (I Can't Get No) Satisfaction.
wma"
Lenine\O Dia Em Que Faremos
Contato\09 Dois Olhos Negros.wma"
Beck\Mellow Gold\11 Mutherfuker.wma"
Brian Wilson\I Just Wasn't Made for
These Times\04 Let the Wind Blow.
wma"
\Heróis do Mar\Macau\07 A Noiva.wma"
Chic\C'est Chic\08 (Funny) Bone.wma"
\Herbie Hancock\Jazz Piano\09
Cantaloup Island.wma
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October</title>
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LCD Soundsystem [White Cover] Disc
1\05 Never as Tired as When I&apos;m
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and Sausage (In a Cadillac With Susan
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Canções q falam por si... gostaram da
mistura?