| OS BICHINHOS... |
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| IMS 1 O ESTADO DA NAÇÃO Cinematic Orchestra é um grupo que mistura influencias de jazz, cinema e da música de dança actual para construir um som único. Assim era pelo menos no primeiro disco, que não é este. Este tema é porém bastante apetecível e pertence à banda sonora que o grupo construiu para um filme mudo do pioneiro russo Dziga Vertov, encomenda, imagine-se do Porto 2001 ! Os Alpha são um colectivo inglês que em “Come to Heaven” e apelando ao easy listening fizeram um dos discos dos 90’s. Ficaram arruinados e um pouco “fried” com as royalties de Bacharach e Legrand, mas em “Stargazing”, e com a fasquia mais discreta, escreveram algumas canções sublimes. Nesta colectânea há duas. Uma antiguidade: em 1981 Brian Eno e David Byrne vão aos fantasmas de um mundo por descobrir e inventam um disco não de World music mas de World sound. Madlib: esta é mais uma pilhagem dum catálogo jazz, e uma vez mais da Blue Note. Mas muito interessante: de alguma forma jazz sobre jazz. Dani Siciliano é colaboradora de há anos de Matthew Herbert, mago da sub-house. Este tema a meias é levado a bom porto por isso mesmo, pelo trabalho incessante e subliminar do que se ouve em fundo. Ela tem ainda direito nesta colectânea a outro tema. A melhor música para elevadores inglesa é actualmente feita pelos Fragile State. Função: esquecermo-nos que andar marcámos. Cibelle é uma brasileira que se tornou conhecida a cantar para Suba. Este tema é muito bem ambientado por Apollo 9. Tema-bandeira dos Nu Spirit Helsinki, grupo que demonstra que os finlandeses para além de beber também sabem swingar. E não está tudo ligado ? Outra antiguidade: Green Gartside/Scritti Politti tornou-se conhecido em 81 com esta suavidade sintetizada, com uma percentagem mínimal de álcool jamaicano, ou whatever... Micatone e Beanfield são dois agrupamentos alemães que tentam ainda fazer pop electrónica, after all that was said and done. Algum soul algum house, algum jazz... As ESG foram um grupo feminino americano que nos 80’s fez música muito dançável, como então ainda não era costume fazer. Este é o melhor exemplo. Este Tumbao de Rubén González, um elemento do Buena Vista ensemble é o melhor fecho para... Enjoy ! Guilherme Gama 2004 Line-up: The Awakening of a Woman (Burnout); Man with a Movie Camera - Cinematic Orchestra // Waiting; Stargazing - Alpha // Regiment My Life in The Bush of Ghosts - Brian Eno and David Byrne // Funky Blue Note; Shades of Blue - Madlib // Collaboration (Ready); Likes… - Dani Siciliano // Every Day a Story; The Facts and The Dreams – Fragile State // Waiting; Cibelle – Cibelle // Seis por Ocho; Nuspirit Helsinki – Nuspirit Helsinki // The Sweetest Girl: Songs to Remember – Scritti Politti // Remember to Forget; Likes… - Dani Siciliano // Vers Toi; Stargazing – Alpha // I’m Leaving Anyway; Is you is – Micatone // someone Like You; Seek – Beanfield // You’ re No Good; A South Bronx Story – ESG // Tumbao; Introducing… Rubén González – Rubén González |
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| UM JOSÉ MÁRIO BRANCO QUALQUER... Gostos não se discutem, diz-se. Julgo não ser muito inteligente esta frase e, aliás, ter um tom bem reaccionário. E vem esta última palavra a talhe de foice (pois...) para falar de José Mário Branco. Que até nunca pertenceu ao clube da foice e do martelo.E é uma questão de gosto falar de uma voz apenas suficiente, de uma temática recorrente, de harmonias que se arrastam em hipérbole de sentimento para chegar não se sabe aonde. Mas, mas, mas... Exilado em França para suponho fugir à guerra, devedor da música francesa portanto, melómano conhecedor do jazz, das grandes orquestras e da modinha portuguesa, regenerador do fado avant-la- lettre e pai da carreira do Camané, JMB é toda uma utopia. As suas canções são retratos, reflexões, hinos ou amarguras, consoante o momento do leme, ou o ano de escrita. As interrogações mais profundas são enunciadas, quer a nível pessoal, quer ao nível de um determinado portugal, em delírio e depois em ressaca. E nunca por nunca qualquer canção do JMB é musicalmente anónima. O refinar progressivo da experiência, da orquestra, do vestir do ramo. Este conjunto de canções por mim ordenadas começam com o encadear de duas músicas com a emigração ali em boca de cena. Seguimos por uma reflexão do desconhecido álbum “Correspondências”, de um suave desalento. A seguir o diálogo com Herbie Hancock onde se vai dizendo (Ser Solidário 1982) que “sopram ventos adversos...”. Um contentamento descontente de 13’40”. Resta- nos a música, portanto. E estes quatro temas dizem algo sobre a largueza do reportório. Mas há mais.Sobre o resto não falarei, é ouvir meus senhores, a sátira, a dor, a preocupação permanente com a morte, a esperança marginal de um personagem inteiro e não derrotado, apenas colocado agora fora de jogo por um determinado tempo. Notem apenas a última canção: “O terceiro amigo”. O amigo era o partido, Brecht era comunista convicto. JMB, solidário embora, migrou de grupo em grupo, de margem para margem e hoje está onde sempre esteve, nele próprio, o que é mais do que muitos, ou quase todos nós. UM JOSÉ MÁRIO BRANCO QUALQUER... 01 Abertura (Gare de Austerlitz). \Mudam-Se Os Tempos Mudam-Se As Vontades, 1971 02 Por Terras De França \Margem De Certa Maneira, 1972 03 1900 (Carta a Anton Tchekhov) \Correspondências, 1990 04 Sopram ventos adversos \Ser Solidário, 1982 (inclui Maidem Voyage – H Hancock) 05 Capotes Pretos Capotes Brancos. \Ao vivo em 1997, 1997 06 Águas paradas não movem moinhos. \A Mãe, 1978 (teatro musicado, peça de B Brecht, Teatro da Comuna) 07 Sant’Antoninho. \Margem De Certa Maneira, 1972 08 Queixa Das Almas Jovens Censuradas. \Mudam-Se Os Tempos Mudam-Se As Vontades, 1971 09 Quando Eu For Grande (Carta aos meus netos). \Correspondências, 1990 10 Cá Vai Caneças. \A Noite, 1985 11 A morte nunca existiu. \Ser Solidário, 1982 12 Fado Penélope. \Ser Solidário, 1982 13 Menina Dos Meus Olhos. \Ao vivo em 1997, 1997 14 Remendos e côdeas. \A Mãe, 1978 15 Nevoeiro. \Mudam-Se Os Tempos Mudam- Se As Vontades, 1971 16 Treze anos, nove meses. \Ser Solidário, 1982 17 O terceiro amigo \A Mãe, 1978 NOTA: decidiu-se aqui não incluir música do último disco, de 2004, de nome “Resistir é Vencer” por não existir o necessário distanciamento crítico. |
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| Eno/Byrne 1980-1982 Talking Heads “Remain in Light” 1980: sendo o 4º disco e o 3º com Brian Eno na produção, este tour de force significava também que se tinha atingido o limite para o caminho encetado anos antes: (brilhante) música rock alternativa pós-punk com ressonâncias africanas e funky, mais as letras e o desconforto do personagem Byrne e da electrónica Eno. Nascidos em Baltimore, os Talking Heads eram a coqueluche visível do underground novaiorquino, e este disco foi um apreciável êxito de vendas, embora sem um single que se apresentasse, ou coisa parecida. Em 1983 o novo disco dos Talking Heads já seria sem Eno. Brian Eno, David Byrne “My Life in the Bush of Ghosts” 1981: o passo seguinte a Remain in Light deram-no estes senhores ao colocar num só disco todas as experiências possíveis e imagináveis em 1981. O ambiente não era de optimismo naqueles dias, pois este disco também não. E a mistura de percussões africanas com pregadores evangelistas com vocalizações árabes resultou perfeitamente. Um dos discos da década ? David Byrne “The Catherine Wheel” 1981: também em 1981 aparece o primeiro trabalho a solo de Byrne, o score musical para uma peça avant-garde da Broadway. Eno fornece apoio musical em alguns temas, bem como o seu colega dos Heads Jerry Harrison. Música teatral que lança apelo a sons de muitas partes do mundo, anunciando o que viria a ser a restante obra a solo de Byrne. B-52’S “Mesopotamia” 1982: é o seu 3º disco e resulta de uma colaboração nada pacífica em estúdio com David Byrne como produtor. Ao contrário dos dois primeiros discos a música é menos leve, e com menos sentido de humor. É um bom disco, o tema-título superior, mas era um casamento não feito no céu. Os B-52’s, cujo nome deriva do nome que se dava na gíria aos penteados aerodinâmicos que as duas vocalistas usavam em palco, corrigiram depois parcialmente a trajectória.Verdade seja dita que eles também não eram bem de NY mas sim de Athens, Georgia. Recomenda-se sobretudo os seus dois primeiros discos. Nesta colectânea talvez o melhor deste estranho cruzamento de espécies. Brian Eno “Ambient 4 On Land” 1982: é o 4º volume de música ambiental de Brian Eno e dá uma medida do âmbito da actividade deste músico, se pensarmos que um ano antes fizera um disco de música para gerrilha urbana com Byrne, disco que também aparece nesta colectânea. É música que se ouve demasiado baixo para ser New Age, pois não pretende provar nada. Um disco anterior, “Music for Airports” pretendia apenas retirar às pessoas o medo de voar de avião... Brian Eno nasceu em 1948 em Inglaterra e participou no 1º disco dos Roxy Music como teclista. A sua viagem do Glam-Rock até à experimentação absoluta deu-se de ambos os lados do Atlântico, cruzando- se com pessoas como Roger Fripp, David Bowie, Bill Laswell, John Cale, etc. Entre 78 e 80 produziu 3 discos dos Talking Heads, e a sua presença musical teerá sido importante para o amadurecer do sr. Byrne, David Byrne. Tom Tom Club “Tom Tom Club” 1982: bom, este disco não tem nada a ver com o duo que dá nome à colectânea mas... após Remain in Light, Tina Weymouth e Chris Frantz, a secção rítmica dos Talking Heads, reuniram-se com uns amigos nos Compass Point Studios, Bahamas (mesmo sítio de gravação do Remain In...) e fizeram este divertidíssimo disco, quase como um conselho ao amigo Byrne: “Lighten’up ! We’re in the Bahamas !” O tema Lorelei porém curiosamente não desmerece o tom geral desta selecção e mostra a qualidade deste som, imbuído de um perfume jamaicano indiscutível. Há quem diga que hoje é mais actual ouvir Tom Tom Club que Talking Heads... O que é que vocês acham ? Eno – Byrne 1980-1982 01\Brian Eno-David Byrne\My Life in the Bush of Ghosts\ The Jezebel Spirit 02\Talking Heads\Remain in Light\ Listening Wind 03\The B-52’s\Mesopotamia\ Mesopotamia 04\Brian Eno-David Byrne\My Life in the Bush of Ghosts\ The Carrier 05\David Byrne\The Catherine Wheel\ His Wife Refused 06\The B-52’s\Mesopotamia\ Deep Sleep 07\Brian Eno\Ambient 4- On Land\ Shadow 08\Brian Eno-David Byrne\My Life in the Bush of Ghosts\ Come With Us 09\Talking Heads\Remain in Light\ Houses in Motion 10\Talking Heads\Remain in Light\ Crosseyed and Painless 11\Brian Eno-David Byrne\My Life in the Bush of Ghosts\ Very, Very Hungry 12\David Byrne\The Catherine Wheel\ Wheezing 13\Talking Heads\Remain in Light\ Seen and Not Seen 14\David Byrne\The Catherine Wheel\ Eggs in a Briar Patch 15\Brian Eno\Ambient 4- On Land\ A Clearing 16\David Byrne\The Catherine Wheel\ Two Soldiers 17\The B-52’s\Mesopotamia\ Throw That Beat in the Garbage Can |
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| NU SOUL: THE BEST OF THE REST. “NU – SOUL”: o nome foi mais ou menos criado para o disco inaugural da carreira de D’Angelo: “Brown Sugar”, de 1995, produzido por Kedar Massenburg. As qualidades são óbvias nos temas que aqui incluimos, bem como as influências: Gaye, Prince, etc.Dois anos depois a santíssima trindade estava constitiuida: Maxwell, D’ Angelo e Erykah Badu. O movimento Nu Soul estava oficializado. De Badu aqui não vamos falar, já a antologiamos antes: a sua ligação “jamaicana”, que a individualiza, bem como a sua superior qualidade. Maxwell é o exemplo de como este Nu Soul pode ter paredes meias com coisas diferentes, e não é um género uniforme. Maxwell aparece em 1996 com um disco de celebração... da monogamia e da sua paixão por, com a ajuda de Stuart Mathewman, compére de Sade Adu, diva nigeriana de um soft jazz/white soul de variável capacidade de comércio. Nu Soul ok, mas café-au-lait... não deixa O disco “Maxwell Urban Hang Suite” de ser um caso sério de infecção musical difícil de resistir, e não superado por nada do que ele tenha feito daí em diante. Meshell apareceu em 1993 na etiqueta Maverick de lady Madonna com “Plantation Lullabies”. A preferencia editorial não veio apagar as notícias sobre alegadas prefereêcias sexuais atípicas, mas o que nos interessa é of acto de este primeiro disco, pré-Nu Soul, ser uma colaboração com o companheiro musical de Green Gartside, nos Scritti Pollitti, David Gamson. Paredes meias portanto, uma vez mais, entre um White Funk muito bem produzido e uma compositora e instrumentista que antes do mais sabia muito bem swingar o seu baixo... Meshell teve alguns problemas em perceber o que fazer a seguir, e o terceiro disco, “Bitter”, de 1999, é um conjunto de baladas quase sem género, brilhantes, terminais, como aliás se comprovou a seguir: não fez mais nada de notável. A comunidade hip-hop reagiu a este novo género englobando-o, e criando uma ideia, correcta ou não, de que a soul devia buscar a sua inspiração e som o mais próximo das raízes possível: gospel, cotton fields, whatever. O segundo disco de D’Angelo “Voodoo” (2000) é disso exemplo, está contaminado de sub-hiphop por todos os cantos e termina órfão de uma direcção, embora contenha algumas grandes canções. D’Angelo não voltou a gravar. As relações soul-hiphop resultarampor exemplo bem no famoso single de Janet Jackson com QTip (A Tribe calle Quest) que aqui também apresentamos, em versão Nellee Hooper mix, de 1997. E as vozes ? Macy Gray ou Kelis não fizeram história, a primeira julgamos que está internada em psiquiatria, Kelis rendeu- se ao hiphop puro e seguro, donde nos sai por exemplo uma Missy Elliott no seu disco de 2001 “Under Construction”, bem mais interessante. Voz ? “Jill Scott, a voice from Philadelphia, soul town. “Words and Sound, vol 1” era um produto tão excitante no ano 2000, que assustou toda a gente e a própria. A voz era divina, mas a música também. Orquestra incluida. Este ano saiu o segundo tomo, uns furos abaixo, esperemos que o susto passe. Falta-me falar dos NeonPhusion, líderes de um som que estourou no virar do século, “The Future Ain’t The Same As It Used To Be” (1999) e que se pode chamar “Broken Beat”, pelos ritmos muito irregulares, mas também se podia chamar “After-Soul”. O tema que aqui colocamos é a demonstração que o século XXI ou terá soul ou não será. E Isaac Hayes ? 1969, “Hot Buttered Soul”. É a versão single de uma opereta falada/cantada de 18’ que redefiniu o Memphis sound da Stax. E a música não se faz sem a memória do que foi excelente. <title>Nu Soul: The Best of The Rest</title> </head> <body> <seq> <media src="..\D’Angelo\Brown Sugar\01 Brown Sugar.wma" cid=" <media src="..\Janet Jackson\Got’Til It’s Gone (Mixes)\03 Track 3.wma" tid=" <media src="..\Me'Shell NdegéOcello\Plantation Lullabies\03 If That’ s Your Boyfriend (He Wasn’t Last Night). wma" cid=" <media src="..\Maxwell\Maxwell’s Urban Hang Suite\09 Reunion.wma" cid=" <media src="..\Jill Scott\Who Is Jill Scott- Words And Sounds Vol. 1\02 Do You Remember.wma" cid=" <media src="..\Neon Phusion\The Future Ain’t the Same as It Used 2 B\03. How Times Fly.wma" tid=" <media src="..\D’Angelo\Voodoo\12 Untitled (How Does It Feel).wma" cid=" <media src="..\Jill Scott\Beautifully Human- Words and Sounds, Vol. 2\03 Golden.wma" cid=" <media src="..\Me’Shell NdegéOcello\Bitter\08 Loyalty.wma" cid=" <media src="..\D’Angelo\Brown Sugar\06 Smooth.wma" cid=" <media src="..\Jill Scott\Who Is Jill Scott- Words And Sounds Vol. 1\09 The Way.wma" cid=" <media src="..\Missy Elliott\Under Construction\07 P---ycat.wma" cid=" <media src="..\Maxwell\Maxwell’s Urban Hang Suite\04 Ascension (Don’t Ever Wonder).wma" cid=" <media src="..\D’Angelo\Voodoo\10 Feel Like Makin’ Love.wma" cid="- <media src="..\Isaac Hayes\Greatest Hit Singles\01 By the Time I Get to Phoenix. wma" cid=" </seq> </body> </smil> |
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| ERYKAH BADU: SOUL FROM THE UNDERGROUND (IMSUCKS004) Erykah Badu é o nome da frente do movimento Nu-Soul e, ao mesmo tempo, está um passo ao lado. Um cruzamento entre Billie Holliday e Bob Marley, a sua voz é uma definição alternativa para a palavra musical mel. A música é hip-hop with a lot of soul, os arranjos superlativos na sua elegância e, ao mesmo tempo, despojamento.A sua discografia é apenas de três discos. Tudo começou em 1997 com “Baduizm”, uma obra produzida por Kedar Massenburg, o mesmo produtor de D’Angelo dois anos antes. O choque foi completo, saudando-se uma idiosincrasia vocal envolvente aliada a uma música bastante infecciosa, corporal qb although rather laidback. Em 2000 tivemos “Mama’s Gun”, e a demasiada expectativa da crítica fez encolher um disco que, se não anda para a frente, mantém a nota alta ao ceder-nos algumas canções superiores: já havia muito nu-soul a sair nas rádios, e Badu terá necessitado de ir um pouco ao mainstream e modelar em várias direcções a sua música. 2003 é o ano de “World Wide Underground”, intitulado de “E.P.”, de forma a minimizar a expectativa em relação ao disco. Também E Badu se esconde sob o manto de um colectivo, Freakquency, produtor de toda a música. Mas o sabor é ainda o mesmo, sendo a linha condutora a mesma voz de sempre, em requebros sem falha, ora em velocidade de jam, ora chamando um hip-hop mais directo para a cena. Nesta cantora a obra prima absoluta parece eternamente adiada. Enquanto isso, deliciemo-nos com estes 72 ‘ de pura doçura e encanto. Nu soul, sister ! <title>Erykah Badu: Soul From The Underground</title> </head> <body> <seq> <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\12 Sometimes <media src="..\Erykah Badu\Worldwide Underground\01 World Keeps Turnin' (Intro) <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\02 Didn't Cha Know <media src="..\Erykah Badu\Worldwide Underground\11 Love Of My Life (An Ode To Hip Hop) <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\06 Next Lifetime <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\03 My Life <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\07 Afro [Freestyle Skit] <media src="..\Erykah Badu\Worldwide Underground\03 Back In The Day (Puff) <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\09 4 Leaf Clover <media src="..\Erykah Badu\Worldwide Underground\05 Woo <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\10 No Love <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\13 Time's a Wastin <media src="..\Erykah Badu\Worldwide Underground\02 Bump It <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\05 Cleva <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\06 Hey Sugah <media src="..\Erykah Badu\Mama's Gun\09 A.D. 2000 <media src="..\Erykah Badu\Baduizm\14 Rimshot (Outro) </seq> </body> </sm |
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| STEVIE WONDER 72-76 Stevie Wonder é uma referência na música negra e dentro do universo Motown, mas para muitos hoje torna-se difícil objectivar porquê. Compositor, músico e intérprete do universo Motown nos anos 60 – criou muitos êxitos que foram interpretados por outros, no início dos anos 70 buscou a emancipação e novas formas musicais, e é dessa busca que trata este CD. De 72 a 76, em 5 discos cheios de grandes canções, Stevie Wonder criou por um lado o grosso do seu songbook, aquele livro de melodias pelo qual ficará nos anais da pop e do soul para toda a eternidade. Por outro lado nestes anos criou um som que progressivamente se identificou como único e que rapidamente se tornou identificavel como seu. Apesar de Innervisions de 1973 poder ser considerado a quase-obra-prima deste período e de toda a discografia de Stevie Wonder, optámos por fazer uma selecção dos 5 discos adiante enunciados, já que constituem um todo coerente com uma lógica evolutiva que porém a posteriori infelizmente encalhou em “The Secret Life of Plants” e que nunca mais se recuperou por completo, sossobrando de uma forma praticamente definitiva na famosa canção do telefone “I Just Called to Say...” Discos: Music of My Mind 1972 Talking Book 1972 Innervisions 1973 Fulfillingness’ First Finale 1974 Songs In The Key Of Life 1976 Stevie 72-76</title> </head> <body> <seq> Stevie Wonder\Music of My Mind\01 Love Having You Around Stevie Wonder\Innervisions\08 Don’t You Worry Bout A Thing Stevie Wonder\Fulfillingness First Finale\01 Smile Please Stevie Wonder\Songs In The Key Of Life \02 Joy Inside My Tears Stevie Wonder\Fulfillingness First Finale\07 It Ain’t No Use Stevie Wonder\Innervisions\04 Golden Lady Stevie Wonder\Innervisions\07 All In Love Is Fair Stevie Wonder\Fulfillingness First Finale\04 Boogie On Reggae Woman Stevie Wonder\Innervisions\05 Higher Ground Stevie Wonder\Innervisions\03 Living For The City Stevie Wonder\Music of My Mind\02 Superwoman (Where Were You When I Needed You Stevie Wonder\Fulfillingness First Finale\08 They Won’t Go When I Go Stevie Wonder\Songs In The Key Of Life \06 As - Herbie Hancock Stevie Wonder\Talking Book\10 I Believe (When I Fall in Love It Will Be Forever </body> </smil> |
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| JUST AN OLD TAPE, VOL. 1 Havia cassettes assim, ouvias, ouvias. Esta tinha anos e anos. Reciclada agora para CD, ei-la. Xana: a melhor vocalista dos 25 anos do rock em português. Fez dois discos a solo enquanto os Rádio Macau hibernavam. Mais que uma intérprete, pois esta canção é de autoria sua. Robert Wyatt: baterista dos Soft Parade, anos 60. A história é conhecida, caiu de uma janela, ficou numa cadeira de rodas: da sua estadia hospitalar resultou em 74, produção de Nick Mason (Pink Floyd, outro baterista) um manifesto art rock (so they say) Rock Bottom, e aqui está um tema dele. Em 1993 os Velvet Underground deram uns poucos de espectáculos ao vivo. Esta canção tem a particularidade de (além da duração) ser cantada não por Lou Reed mas sim por John Cale. Atenção à letra. Esta é conhecida: o tema que tornou os Fun Loving Criminals conhecidos: encara- se sempre melhor o trânsito ao ouvir isto. Co-autoria de Tarantino, suponho que por ser banda-sonora de. Photek: serious drum & bass, colectânea Metalheadz. David Sylvian antes do consenso, muito ambiental, num duploLP agora um CD chamado Gone toEarth. Mathilde Santing é “a mais conhecida das lésbicas holandesas” e muito mais do que isso, uma divina voz, aqui a servir um tema feito a meias com Dennis Ducchart no 2º disco da menina, e 1º de originais, anos 80. Trip hop pelo mestre, George Evelyn, a.k.a. E.A.S.E., ou Nightmares on Wax. Inexplicável. Silent Poets, em Firm Roots, 1996: são japoneses, e são ainda mais estranhos do que isso. Music for thought. Barbara Gogan, cantou num disco nos anos 80 com um grupo The Passions, que chegaram a vir a Portugal. Brilhante o disco, este um tema de. Fila Brazillia nos inícios, o epítome da elegância início dos 90’s. Nick Cave e uma das suas orações. O tema-título do melhor disco dos anos 90... saído em 1989: Massive Attack. Momus em versão electrónica, uma balada futurista. <title>IMS’s Old Tape 1</title> </head> <body> <seq> Xana\Manual de Sobrevivência\10 líquidos sinais. Robert Wyatt\Rock Bottom\02 A Last Straw The Velvet Underground\Live Mcmxciii \06 The Gift. Fun Lovin’ Criminals\Come Find Yourself \04 Scooby Snacks Metalheadz (Photek)\Platinum Breakz Disc 1\06 Consciousness David Sylvian\Gone to Earth\08 The Healing Place Mathilde Santing\Water Under the Bridge\03 Turn Your Heart Nightmares on Wax\Smoker’s Delight\10 Bless My Soul Silent Poets\Firm Roots\11 Traveling Down The Passions\Thirty Thousand Feet Over China\10 Skin Deep Fila Brazillia\Maim That Tune\03 Leggy Nick Cave & the Bad Seeds\The Boatman’s Call\04 Brompton Oratory Massive Attack\Blue Lines\03 Blue Lines Momus\Timelord\01 Platinum </seq> |
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| A PORTUGUESA Vol.1 Tema Alborada, recolhido nos anos setenta em terras de miranda, publicado em CD numa colectânea francesa sobre música mirandesa. Delicioso. Esta interpretação por Helena Vieira do Tu Gitana está no último álbum do Zeca Afonso, Galinhas do Mato, e é uma adaptação dum tema tradicional alentejano. Gambler é o tema de abertura de Precyz, disco conjunto de Cyz, uma voz, e de João Roquette “Preto”, editado em 2001 pela Nylon. Aqui Há Latas é um tema que se explica ouvindo-o. Vi-o ao vivo nos jardins do palácio de cristal há uns anos. Do disco Diálogos de Bateria dos Tim Tim por Tim Tum, de 1997. Morgadinha dos Canibais abre o glorioso disco declaração de guerra da Banda do Casaco, Coisas do Arco da Velha, publicado pouco antes do 25 de Abril. Superior. Que a eventual familiaridade com o tema não vos esconda a complexidade do trabalho de estúdio e da construção da canção, não esquecendo a letra... Subida aos Céus foi uma das canções que mais provocou o espanto na audição do 1º disco das Três Tristes Tigres, Partes Sensíveis, em 1993. Atenção pede- se ao poema, de Regina Guimarães. E ao cão. Fim é a contribuição de Type (Zé Nando Pimenta) para a 2ª colectânea da Nylon, de 2001. Somewhere South of Gibraltar é o tema- de-guerra dum duo luso-grego de seu nome Ithaka: Darin Pappas e Pedro Passos, que iluminou Lisboa por uns tempos em meados dos 90. O grego emigrou, o outro ainda cá anda. Estrada é o meu tema favorito da estreia do Pedro Abrunhosa, Viagens, 1994. Poema também de Regina Guimarães. Mirrors é um dos temas mais cool dos Lx- 90, grupo episódico que há 15 anos reunia dois ex-Heróis do Mar e mais gente à nova música europeia, Manchester e não só. Pedro Passos colabora nestes Azoia – Discurso Directo, num som muito Jazzanova para a colectânea Nylon 2, já citada. Erro de Cálculo é Mler Ife Dada, de Nuno Rebelo e Anabela Duarte em trip absoluta no seu 2º disco, Espírito Invisível, de 1998. Beatriz é uma canção brasileira (Edu Lobo/Chico Buarque) que se tornou um clássico do reportório da Maria João. Tenho ideia de ter mais do que uma versão na sua discografia, esta está no disco Fábula de 1996 Mário Viegas a ler Jorge de Sena. Não sendo um adepto incondicional do estilo de declamação de Mário Viegas, nem os melhores declamadores são obrigatoriamente actores, este bocado é superior, até quanto mais não fosse – pelo poema. É um RuiVeloso vintage do Fora de Moda, 1982. Este disco teve a curiosidade do António Pinho Vargas nas teclas, o que neste tema nem importa muito. Have Fun ! A Portuguesa, Vol 1</title> </head> <body> <seq> Mirandum, Mirandela\ 01 Alborada. José Afonso\Galinhas do Mato\ 02 Tu Gitana Precyz\Precyz\01 Gambler Tim tim por tim tum\Diálogos de bateria\02 aqui há latas Banda do casaco\Coisas do Arco da Velha\01 Morgadinha dos canibais Três Tristes Tigres\Partes sensíveis\10 Subida aos céus Type\Nylon Presents- Showcase, Vol. 2\06 Fim Ithaka\Flowers and the colour of paint\07 Somewhere South of Gibraltar Pedro Abrunhosa & Bandemonio\Viagens\06 Estrada LX-90\Uma Revolucao por Minuto\04 Mirrors (Eu Espelho Luz Branca Azoia\Nylon Presents- Showcase, Vol. 2\09 Discurso Directo Mler Ife Dada\Espírito Invisível\04 Erro de Cálculo Maria João\Fábula\12 Beatriz Mário Viegas\No Centenário de Almada Negreiros\05 Carta Aos Meus Filhos Sobre Os Fusilamentos De Goya Rui Veloso\Fora De Moda\05 Ó Clotilde </seq> |
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| CAMILLA P. B. (Prince explicit sounds tour) Portanto, ora vamos lá pensar numa banda- sonora para os encontros entre o Carlos e a Camilla... tendo em conta que a nossa interpretação para o sucesso deste já longo love affair passa por uma atracção sexual irresistível – e a piada do “Tampax” só vem confirmar as nossas suposições – a música de fundo só pode ser Pirnce, ou se não é devia ser.... Sobre Prince Roger Nelson e o sexo, deixemos os temas falar por si: um metro e sessenta e cinco e corpinho muito irrequieto, que mais queriam ? Camilla P.B. (Prince explicit sounds tour) </title> </head> <body> <seq> <media src="..\Prince\Sign ' o' the Times Disc 1\08 Hot Thing.wma" <media src="..\Prince & the Revolution\Parade\02 New Position.wma" <media src="..\Prince\1999\09 Lady Cab Driver.wma" <media src="..\Prince & the New Power Generation\Diamonds and Pearls\07 Gett Off. wma" <media src="..\Prince\Gold Experience\04 Shhh.wma" . <media src=".. \Prince\Controversy\03 Do Me, Baby.wma" <media src="..\Prince & the New Power Generation\Diamonds and Pearls\12 Insatiable.wma" <media src="..\Prince & the New Power Generation\Diamonds and Pearls\11 Push. wma" <media src="..\Prince & the Revolution\Parade\05 Girls & Boys.wma" <media src="..\Prince\1999\11 International Lover.wma" <media src="..\Prince\Sign' o' the Times Disc 1\05 It.wma" <media src="..\Prince\The Black Album\04 When 2 R in Love.wma" <media src="..\Prince\Controversy\08 Jack U Off.wma" |
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| FRENCH TOUCH O “French Touch” não existe. Ou já não existe. Ou nunca existiu. Ou será uma inerência ao país, à superioridade da forma sobre o conteúdo. É música de origem francesa, sobre a qual se poderá eventualmente dançar, de uma maneira elegante, cool. Senão vejamos: o primeiro tema é do disco- farol dos “Air”, uma espécie de slow- Pink Floyd capaz de tornar indetectável qualquer virémia. A seguir tema- mistério de Alex Gopher, nublado, hesitante. E depois duas carcaças do pannier Super Discount, primeiro a ondulação trompete da Chatte Rouge, depois um pre-massacre de Ettiene de Crecy. Evoluimos para o centro da pista com Motorbass (onde de Crecy é 50 por cent). Continuamos refinados e cool com Readymade, da editora F. Claro que cool é o middle name de St. Germain, no seu 2º album... para a Blue Note. A bit out of my league mas giro é o tema do Kid Loco para a sua mesa de DJ Kicks. Os Dax Riders refazem uma canção S Gainsbourg à maneira para o CD I Love Serge. Os Troublemakers terão feito um dos melhores discos de 2004. Aqui estão em 2003 na colectânea Cinemix. E... oh surpresa, oh traição, Madonna, vestida por Mirwais, o produtor francês do momento, então. Tentamos acabar com o single dos singles de Llorca (outro produto F), e valseamos our way out com Dimitri From Paris, disco de 2004. Punk is not dead, least to say... PS: obrigadinha ó Sérgio (Silva) !! \Air\Moon Safari\09 New Star in the Sky (Chanson Pour Solal). Alex Gopher\You, My Baby & I Disc 1\04 Ralph and Kathy. Etienne de Crecy Presents Super Discount\Super Discount- The Album\05 Affaires a Faire Etienne de Crecy Presents Super Discount\Super Discount- The Album\02 Prix Choc. \Motorbass\Pansoul\02 Ezio.. \Readymade\Bold\03 Bold.Saint Germain\Tourist\08 La Goutte d' Or. Kid Loco\DJ Kicks\18 Flyin' on 747 Various Artists\I Love Serge- Electronic Againsbourg\05 No Comment Various Artists\Cinemix [UK]\03 L' Homme Orchestre - Trouble Makers.. \Madonna\Music\09 Paradise (Not for Me) Llorca\THE END ep\01 The end (hepop original). Dimitri From Paris\Cruising Attitude\08 Syracuse. |
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| A PORTUGUESA 2 Bom, começamos com o “Movimento Perpétuo” do génio Paredes. Ouçam vezes sem conta esta guitarra, esta respiração. E esta ideia de uma música portuguesa passou também pelos primeiros Heróis do Mar. Este tema abre o 2º disco, “Mãe”, um semi- falhanço após o Máxi “Amor” mas com pormenores ( eque seria de nós sem o detalhe) deliciosos, a entrada, o voz feminina do Rui Pregal da Cunha, o refrão em espiral... Depois a canção-bandeira do penúltimo dos Rádio Macau. E é uma canção pop perfeita. E vende-se a imagem dos Macau de sempre, nihilista, nocturna, descendente. E a superior voz da Xana. Os Poetas são um projecto da área Madredeus com mentor principal no Rodrigo Leão. Esquecendo os poemas, este instrumental é todo um mundo de magia. O primeiro Madredeus tinha esta simples musiquinha que só ganhava com a ausência da Teresa Salgueiro. Aliás a vocalista, pela sua excelência foi o maior problema dos Madredeus, ao dar-lhes o sucesso por caminhos mais fáceis. Este 1-Uik Project, projecto de 2004 soa muito bem e muito bem desenhado. Excelente instrumental, sem qualquer toxicodependência anexa ao ambient house externo. Os Cool Hipnoise nunca decidiram muito bem o que fazer consigo próprios, parece-me. Aqui são os crooners reggae/lounge de uma canção para Sónia Tavares, depois mais conhecida pelos Gift. Projecto de 2004 de Famalicão, acho. Brincam um pouco à música séria, e deslumbram-se também um pouco com a técnica, mas estes “Submarine” poderão fazer um óptimo 2º disco. Entretanto, o 1º não está mau... Os Belle Chase Hotel são de Coimbra, brincam mais do que fazem boa música, parece que dão bons espectáculos ao vivo. Aqui fazem uma versão estimável dos “Verdes Anos” do mestre Paredes. O agrupamento “Vozes do Sul” tem como base a família Salomé, sobretudo Janita. Este tema alentejano tem um jogo vocal brilhante emais não é para dizer. Da família Salomé o mais conhecido elemento é o nosso amigo Vitorino. Em disco feito com Pedro Caldeira Cabral (“Romances”) pegou em temas tradicionais e levou-os muito limpinhos ao altar da excelência. O último disco dos defuntos Sétima Legião, de Rodrigo Leão e Ricardo Camacho, foi trucidado por demasiada World Music e originalidade nenhuma. E aí eles morreram. Mas esta canção bem vale uma missa... Os agora supervendas Da Weasel fizeram o 1º disco (esquecendo um EP) com uma qualidade de produção superior e muita força na rima e no seco groove. O melhor disco de hip hop português, so far. Num EP os GNR começaram a crescer após Independança em direcção à história, por exemplo com este tema. É que a importância dos GNR na história musical portuguesa dos últimos 25 anos só se explica ouvindo... Sintéticos mas não simples, directos e afectados e irresistíveis. Geniais. E chegámos ao Techno. Chegámos à editora Kaos. Tema da 2ª compilação, símbolo de uma época. Vamos dançar ? So Get Up foi o tema de lançamento dos Underground Sound Of Lisbon (até mais lá for a que aqui) e de toda a techno portuga. Eis uma remistura com todos os truques... Os Gaiteiros, como bons lisboetas que são, são bem preguiçosos. Só dois discos de originais, muita fama, etc. Ao vivo fantásticos, diz-se. Esta chulinha cumpre bem. Kubik é (possivelmente) um gajo estranho. Esta música é... uma private joke. E terminamos com o piano do Sérgio Godinho a falar das Horas Extraordinárias. Bons tempos, e boas as horas se extraordinárias forem para bom uso. |
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UNDERWOOD: Loud Music and a Whisper (Underworld Music) Underworld foram o trio de música para dançar mais importante dos anos noventa. Com 3 discos, “Dubnobasswithmyheadman” (1993), “Second Toughest of the Infants” (1996) e “Beaucoup Fish” (1998), Emerson, Smith e Hyde inventaram o techno para intelectuais, to put it simple. O som que os primeiros dois discos criaram consistia em lençois de batidas perfeitas a balouçar por entre temas quase-pop e melopeias vocais quase-ininteligíveis, e mais algum house, dub, drum&bass, etc. Cada canção um filme, a durar de 3 a 16’. But catchy tunes, too. Como o single “Born Slippy” do filme “Trainspotting” (não está aqui). Primos ? Os melhores Prodigy, os Renegade Soundwave, por ex. O 3º disco, já em queda, é mais duramente techno/trance, e trouxemos aqui os exemplos mais extremos, até para espevitar a selecção. E depois Emerson saiu. O grupo continuou, mas já não interessa. Reparem por exemplo no primeiro tema, o single do “Beaucoup Fish”. Crystal clear. Só que depois vem “Pearls Girl”, do 2º disco, que é Prodigy mas melhor, menos killer: 9’ E depois “Dirty Epic”, do “Dubnobass...”, que é uma mistura de Massive Attack, restos de New Order e de anfetaminas do dia anterior blended like heaven: 9’ E voltamos à simetria demoníaca de “Moaner”/” Beaucoup Fish”. Und so weiter. Música superiormente pensada, e eficaz. Sem uma grama de som a mais. Que dura exactamente o tempo para que. E que se tornava superlativa ao vivo, dizem. Underworld\Beaucoup Fish [UK]\02 Push Upstairs.wma" <media src="..\Underworld\Second Toughest in the Infants\05 Pearls Girl. wma" <media src=".. \Underworld\Dubnobasswithmyheadman\ 06 Dirty Epic.wma" <media src="..\Underworld\Beaucoup Fish [UK]\11 Moaner.wma" <media src="..\Underworld\Second Toughest in the Infants\01 Juanita- Kiteless-To Dream of Love.wma" <media src=".. \Underworld\Dubnobasswithmyheadman\ 07 Cowgirl.wma" <media src=".. \Underworld\Dubnobasswithmyheadman\ 02 MMM Skyscraper I Love You.wma" <media src="..\Underworld\Beaucoup Fish [UK]\08 Push Downstairs.wma |
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| 2004: B & G (Buys and Gifts) E lá foi 2004. Momento de impasse na música de dança que não no rock, dizem, mas para isso melhor falar com o sr.blas, vulgo Hector. Por aqui, com a ajuda da escrita músical que se vai escolhendo como referência (por ex. o Ricardo Saló, embora sem entender pevas do grosso do texto), cá fica o que se comprou, e também algumas boas escolhas de algumas prendas (e obrigado). Passo a explicar algumas inclusões: Caetano ? Só velho depois de morto. A versão de "Come as you are” é uma autópsia. Humanos ? O António Variações fazia melhores canções a dormir do que os Clã acordados. Kalaf&Type ? A melhor cena lisboeta a ironizar sobre esta moda do novo fado... Domenico+2 ? Um dos dois é Moreno Veloso. Playgroup ? ´pos electroclash a citar o melhor dos anos 80. Como os !!!, que também vão mamar à mesma teta dos 80. Troblemakers ? Rare Moods ? Jazz e soul desviantes, feitos em França. Saborosamente clássica pelo contrário Alice Russell, do entourage de Quantic. Wagon Christ brinca e ainda bem já que a dança acabou pela demasiada seriedade. Do melhor que resta dela, a deslizar para o ambient, Sonoluce, Hird e Invidea. Lisa Bassenge é uma alemã que vocaliza nos Micatone e “rejazz” um tema dos Air, já que até os alemães já se esqueceram de ser originais. E terminamos em Belgais, ao lado de Maria João Pires, com a “Felicidade Perfeita”...embora dela não sejam as mãos ao piano. Tinhamos começado com Cinematic Orchestra, a patch of heave Various Artists\Gilles Peterson Worldwide Exclusives (Cinematic Orchestra)\01 Wheel Within a Wheel.\ Humanos\Humanos\05 A culpa é a vontade. .\Doménico+2\Sincerely Hot\08 Felizes Ficaremos Na Estrada. Caetano Veloso\A Foreign Sound\12 Come As You Are .\Troublemakers\Express Way [UK]\12 If You Arrest Me .\Kalaf+Type\A Fuga\05 fado superstar. .\Playgroup\Reproduction Disc 1\03 Wordy Rappinghood [Playgroup Remix] [Mix]. \!!!\Louden Up Now\02 Pardon My Freedom. Wagon Christ\Sorry I Make You Lush\01 Saddic Gladdic. Various Artists\The Indiana Cafe\03 Invidea. Rare Moods\Peace in da Neighborhood\03 Peace In Da Neighborhood \Hird\Moving On\05 Love Again.. \Sonoluce\Sonoluce\03 Let Loose Alice Russell\Under The Munka Moon [UK]\01 Hurry On Now - Russell, Alice & Juke. Various Artists\[re-jazz] point of view (Lisa Bassenge)\04 All I Need - Original by Air. Maria João Pires, Caio Pagano, Coro Infantis de Belgais, F. Pedro Oliveira, André Morgado\Sons de Belgais\08 Cenas Infantis- Felicidade Perfeita. |
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| June Bom, “June” é uma escolha mexidita de coisas de que eu gosto. A saber: tudo começa com o hiphop- jazz “de divulgação” dos US3 a brincar sobre um tema bandeira de Herbie Hancock. Depois uma Adriana Calcanhoto e numa canção que eu acho perturbadora, e onde a melancolia e monosom da voz da mesma resulta bem... e não mal. Uma remistura New York-chic de uma canção de Arto Lindsay é o que se segue. Descemos dos 90 aos 80 com um tema dos alemães Propaganda, menina bonita da casa ZTT. A seguir 90 outra vez com um bom naco de drum&bass étnico, com os Ozmani Soundz. Descemos ao ácido do início dos 90 com os Beloved. Mas curva- gancho a esquerda e cortamos para 2004 com os NSM a fazer um quase soul clássico, e depois de 2004 tb os Readymade FC franceses a lembrar o lounge. Sem novidades, mas agradável. Down to the seventies com o clássico single êxito dos Devo. 180 graus para conhecer um brasileiro fogoso que dá pelo nome de... Lenine, e aceleramos para 2’ de distorção Beck do velho Mellow Gold. 180 graus novamente, e Brian Wilson a cantar um tema dos anos 60 para produção de Don Was, aí há uns 15 anos. Pop é três letras que significam a canção perfeita. Em Portugal os Heróis foram dos que mais perto estiveram, vidé esta Noiva do album Macau. Bom, e vamos “aterrar” com um chill out de há quase 30 anos dos Chic, e no fim o Cantaloup Island original, de 1964, por H Hancock. Enjoy ! \Us3\Hand on the Torch\01 Cantaloop (Flip Fantasia).wma" <Adriana Calcanhoto\Maritimo\01 Parangole Pamplona.wma" .\Arto Lindsay\Hyper Civilizado (Remixes)\03 Q Samba [Sub Dub Mix]. wma" Propaganda\A Secret Wish [Island 2496]\01 Dream Within a Dream.wma" Ozmani Sounds\Soundz of the Asian Underground\10 Spiritual Masterkey. wma" The Beloved\Blissed Out\02 Hello [Honky Tonk].wma New Sector Movements\Turn It Up [UK] \01 Don't Say It.wma Readymade F.CC.\Cinemix [UK]\02 Sans Mobile Apparent (Bright Star remix) - Readymade FC.wma Devo\Q- Are We Not Men- A- We Are Devo!\02 (I Can't Get No) Satisfaction. wma" Lenine\O Dia Em Que Faremos Contato\09 Dois Olhos Negros.wma" Beck\Mellow Gold\11 Mutherfuker.wma" Brian Wilson\I Just Wasn't Made for These Times\04 Let the Wind Blow. wma" \Heróis do Mar\Macau\07 A Noiva.wma" Chic\C'est Chic\08 (Funny) Bone.wma" \Herbie Hancock\Jazz Piano\09 Cantaloup Island.wma |
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| <?wpl version="1.0"?> <smil> <head> <meta name="Generator" content="Microsoft Windows Media Player -- 10.0.0.3646"/> <author/> <title>October</title> </head> <body> <seq> <media src="..\U2\October\07 October.wma" cid="{D893D182-7FEE-4A11-8F76-89A4 00B01B0F}" tid="{037407DC-04E8-41F1-89AF-8995E 92E66A1}"/> <media src="..\LCD Soundsystem\ LCD Soundsystem [White Cover] Disc 1\05 Never as Tired as When I'm Waking Up.wma" cid="{C57316A1-A132-4A41-94B6-EECE 95AE1522}" tid="{F9233F6E-D360-4FBF-8839-A9F41 303D9B1}"/> <media src="..\Tom Waits\Nighthawks at the Diner\16 Intro.wma" cid="{EF52A69A-35DE-47A4-B4F4-504A 756F764B}" tid="{ECBEC4B2-F501-48E9-AF64-8ABD 968A1FE0}"/> <media src="..\Tom Waits\Nighthawks at the Diner\06 Eggs and Sausage (In a Cadillac With Susan Michelson).wma" cid="{2143C693-0212-466C-B6CC-4636 BC4C5427}" tid="{B19BF1BD-B7C1-4A3E-9432-A277 A8A9AB84}"/> <media src="..\Iggy Pop\Lust for Life\06 Success.wma" cid="{6CD5D0A1-6E37-4F61-89A2-33E2 D30AAE06}" tid="{979EA0FC-637C-4300-81CA-4D65 B2C8D61F}"/> <media src="..\Jimi Hendrix Experience\Are You Experienced- [UK]\03 Red House.wma" cid="{C515FC7C-6B3E-41ED-85D6-6EC 607BAF0A8}" tid="{BEBA6549-B2B5-41C2-8A75-7843 E96CD3FC}"/> <media src="..\The Doors\Strange Days\07 People Are Strange.wma" cid="{8EBA321E-DB9C-4649-A163-EB4 BCD3F18ED}" tid="{E76644D1-CA02-415C-B954-1477 C7C0CA9A}"/> <media src="..\Everything But The Girl\Amplified Heart [UK]\01 Rollercoaster.wma" cid="{99F01485-4476-47CE-992E-AACF 9A621F66}" tid="{B2453602-9838-4841-8446-9F14F BD1E8FA}"/> <media src="..\Russ Gabriel\Into the unknown\08 People Of The World Today.wma" cid="{00000000-0000-0000-0000-00000 0000000}" tid="{2DA69647-875A-4728-B09E-163F6 62D04FA}"/> <media src="..\Robert Wyatt\Cuckooland\07 Raining in My Heart.wma" cid="{87176FA9-B839-4A7A-B879-C6FF 33CE2848}" tid="{1E2F818B-9244-4BA0-883C-8E759 B8E8387}"/> <media src="..\Miles Davis\Colecção Let's Jazz em Público\08 One for Daddy-O.wma" cid="{00000000-0000-0000-0000-00000 0000000}" tid="{E293C084-D2CF-4A0E-8CFD-D34 79A1DE84F}"/> <media src="..\Rockers Hi-Fi\Overproof\04 Dis next recording.wma" tid="{6F801371-223F-4DAB-A588-739E7 FDFC462}"/> <media src="..\Forss\Soulhack\02 Soulhack.wma" cid="{DE9D5B08-4357-4553-AEDB-98D 2C19F08EB}" tid="{DAB634A3-26AF-4C5A-9B14-5381 D47F7FC7}"/> <media src="..\Rockers Hi-Fi\Overproof\08 7 Ways.wma" tid="{A1964C87-FFB4-47E3-887A-DA337 FA91934}"/> <media src="..\Lemon Jelly\LemonJelly .KY\03 A Tune for Jack.wma" cid="{EC7911B6-CDEC-4B8E-A725-D9D 52650D5B9}" tid="{47AD74F8-E136-40DD-BDBA-7BA C0E4440C1}"/> <media src="..\Original Soundtrack\Hable Con Ella (Talk To Her) [UK]\19 Raquel.wma" cid="{400330B9-AAED-4B51-A3DD-2680 18EFD579}" tid="{1183A4DB-3444-4165-9926-B44C8 FFF312E}"/> <media src="..\4hero\Creating Patterns [Limited Edition]\13 Les Fleur.wma" cid="{5D706DA8-EA69-49A5-9A91-3E04 650B3C5D}" tid="{5CB84025-141D-4B8E-B831-7403 D6A51057}"/> </seq> </body> </smil> Canções q falam por si... gostaram da mistura? |
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